sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Sweet Child o Mine

Todo homem precisa de rock em sua vida. É como oxigênio, essencial para se manter vivo. A diferença entre o oxigênio e o rock é que todos nascem necessitando de oxigênio, já com o rock é diferente. Alguns nascem com uma pré-disposição ao rock. É um "dispositivo" que fica ali até ser ativado e quando isso ocorre... Oh My God!
Como falar de rock sem mencionar o Rock in Rio, Metallica, Rolling Stones e claro, Guns 'n Roses?
O Metallica está em turnê pelo Brasil (rápido Júnior, pense em outra coisa) e infelizmente não vou no show (Droga, tempo esgotado. Hora da depressão!).
Rolling Stones eu tive o prazer de ver ao vivo na praia de Copacabana. Ok, um tanto quanto afastado do palco, mas valeu!
Já o Guns tem show marcado em Belo Horizonte, cidade na qual resido no momento, dia 10 de março. Os ingressos começaram a ser vendidos na última quarta, dia 27. Meu primo/irmão/filho, de 14 anos também nasceu com o pré-dispositivo para o rock (tks God!) e esse já foi ativado. O muleke adora Guns 'n Roses, dentre outras bandas.
Quarta-feira, 12H15min lá estava eu chegando na bilheteria da ticketmaster, que só bare as 12h, para comprar os ingressos. Fila gigantesca! 0.0
Fui caminhando pela lateral da fila, um bando de gente, aí cheguei no último da fila, ou o que parecia ser o último, pois a próxima pessoa estava longe dele uns 50 metros.
Perguntei se o cara estava na fila, ele disse que sim e me posicionei atrás dele (sem conotação sexual, por favor).
Fones no ouvindo, rolando Metallica no meu mp3 player, sinto alguém me cutucar o ombro. Olhei para trás, tirei os fones do ouvido e o cara diz:
"Você vai comprar ingressos para o Guns?"
"É, pretendo."
"Então, o final da fila é lá" Disse ele apontando quase para a esquina.
O.O
What the fuck????
Mais um pouco e a fila chegava no BH Shopping (acredite, isso é longe. Lá na saída de BH para o RJ)
Abortar missão soldado!
Na quinta (ontem) levantei cedo e as 8h30min eu estava na fila, em frente a entrada da bilheteria que só iria abrir as 12h. Eu era o quarto membro da fila que começava se formar. O primeiro, um carinha bem Guns, com cabelo meio comprido, bandana estilo Axl Rose na cabeça, camisa preta, jeans surrado e "Guns N Roses" tatuado no ante-braço, lá de Ibirité, que chegou as 06 da manhã.
O segundo, um cara de camisa preta, cabelo comprido, jeans e de Lafaiete (-_-") mas mora em Contagem.
O terceiro, um ex-militar, cabelo normal, camisa cinza e jeans, de Alfredo Vasconcelos (depois de Lafaiete, antes de Barbacena).
O quarto, um cara de camisa azul marinho, jeans claro, cinto de ilhós e tênis all star (o que vos escreve).
Chegaram mais uns três caras e passados alguns minutos já estávamos todos sentados no chão, conversando e todo mundo que passava pela avenida Nossa Senhora do Carmo, na Savassi, olhava pra gente.
Putz, primeira vez que tenho que ir cedo para uma fila para comprar ingressos para show. Dá uma emoção muito boa estar ali, largado, sentado no chão esperando a bilheteria abrir, para comprar ingresso para curtir um rock, sem contar a plaquinha escrito "Ingressos Guns N Roses «-------"
Caralho! Não tem a palavra "Cover". Sempre vemos "Guns N Roses Cover". Dessa vez não é Cover. Putz, até sinto um frio percorrer minha coluna vertebral.
Outras pessoas foram chegando, se misturando a nós e, como diria @vgleao, a Malária foi se reunindo.
Porém, sempre tem aquele que quer aparecer, causar e se achar o tal. Não demorou muito apareceu um ser deste, de bermuda jeans, camisa azul escura e começou a puxar papo. Em menos de um minuto ele já tava se achando o centro das atenções, reclamando do local onde ia ser o show, que a acústica é um lixo, que se alguém fosse comprar pista premium ia jogar dinheiro fora, (o primeiro da fila tava querendo comprar esse ingresso) que ele foi no show do Iron e foi uma merda, que o Axl já não aguentava mais nada e passado um tempo ele era o único que falava. Todos já estavam mudos, novamente de pé, encostados na grade e ele lá, na frente, reclamando.
A cada vez que ele falava mal do Guns eu via o olho do primeiro da fila entrar em combustão e se pudesse ele ia matar esse pseudo-malária (ou deveriamos chamar de Dengue?)
A hora foi passando, a fila crescendo, o Dengue continuava reclamando, a vontade era de falar "Não vai no show então porra!" e todos que chegavam pediam alguma informação aos primeiros da fila.
O legal foi que chegou um cara e falou:
"Ow, cês tão na fila para o ingresso do Guns?"
"Sim!"
"Ah... só! Ow, quanto que tá a pista, lá na frente?"
"Óh, pista premium, lá na frente é o único ingresso que ainda tem do 1º lote, porque arquibancada e pista normal acabou tudo ontem, no primeiro dia. Tá 500 conto a inteira"
"Porra, 500 reais? Ah não, eu gosto de Guns, mas não gosto tanto assim não."
O cara virou as costas, foi embora e rolamos de rir.
A fila foi crescendo, já ultrapassava a entrada do estacionamento e uma mulher foi até nós, os primeiros da fila, pedir para virarmos a fila para o outro lado, pois assim todos teriam mais sombra e saíria d frente do estacionamento.
Nos entre olhamos, ninguém disse não e viramos a fila.
Muito legal a sensação de poder!
Começamos a mudar de direção e aquele bando de gente nos seguindo, fazendo o mesmo. Como isso já era quase meio dia, a galera foi tomando seu lugar na fila e o Dengue foi lá pra trás.
Depois de virarmos a fila, olhei para a galera e disse: "Haha, gostei desse poder. Podemos fazer todos voltarem para o outro lado se quisermos."
Logo depois vieram os seguranças e começaram a colocar as grades, formando um verdadeiro corredor de gado para o abate, porém ninguém reclamava.
A adrenalina foi subindo, eu comecei a ficar impaciente, batucava na grade e meu anel fazia barulho. Percebi que incomodava e parei. Em pé, cruzei as pernas e ficava batendo com a ponta do tênis no chão.
O primeiro da fila ainda não sabia qual ingresso comprar. Ele queria muito a pista premium, mas depois dos comentários do Dengue ele ficou meio down.
Virei pra ele e falei: "Cara, vc curte muito guns?"
"Pra caralho cara!"
"Você pode pagar premium?"
"Posso, vou comprar meia entrada!"
"Você sabe quando você vai ter outra oportunidade dessa na sua vida?"
"Não, não sei."
"Então pronto, vai de premium e depois conta pra gente como foi, porque eu vou estar na arquibancada".
Nisso chegou uma senhorinha, de cabelos brancos já, foi entrando na frente e disse que por ser idosa tinha prioridade. Achamos que ela estava no lugar errado, mas começamos a puxar papo e descobrimos que ela estava no local certo. Ela já tinha ido duas vezes no rock in rio, já tinha assistido Guns no rock in rio, disse que ia ver de novo aqui em BH e se eu tivesse uma máquina fotográfica ia tirar foto com ela.
Perguntei novamente ao primeiro se ele tinha chegado a uma decisão e o cara como uma criança, respondeu feliz: "Já!"
12:02, bilheteria aberta e o sinal do segurança para descermos as escadas. A sehorinha foi puxando a fila, todos acompanhando os passos dela. Agora eu era o o quinto elemento e seguia em fila indiana pelos corredores de acesso a bilheteria interna do Chevrolet Hall BH. Frio na barriga, brilho no olho e um sorriso estampado na cara.
12:15 - Deixo o local com meus ingressos na carteira.
Nando, brotherzinho: Somos nós no Guns N Roses!!!!!

segunda-feira, 25 de janeiro de 2010

Atenção e Perfeição aos Detalhes

É isso ai pessoal, vamos falar um pouco daquilo que faz toda a diferença na prestação de um serviço: Os Detalhes.
Detalhe - Substantivo Masculino - 1 - Ato ou efeito de detalhar - 2 - Pormenor - 3 - Particularidade, minnúcia.
Essa é a definição do dicionário e trazendo para a área da hotelaria (vocês realmente acham que eu não ia trazer isso para a minha realidade?) eu destaco a palavra Pormenor e Particularidade.
São nos pequenos gestos que conseguimos mostrar um serviço de qualidade, que conseguimos tocar a alma de nosso cliente e cativá-lo (leia fidelizá-lo).
Eu tenho muito orgulho de ter aprendido essa arte dos detalhes com pessoas que realmente sabiam e sabem o que faz. Profissionais excelentes, pessoas brilhantes!
Por um outro lado sinto bastante tristeza de não poder estar mais colocando essa "arte dos detalhes" em prática.
Lembro com carinho quando coloca para um cliente um simples cartão escrito "Bem Vindo Sr. Fulano, desejamos um bom dia e oferecemos este chocolate para um início melhor" acompanhado de uma trufa.
Uma vez atendi uma pessoa na recepção e ao digitar a ficha de hospedagem no sistema percebi que era aniversário dessa pessoa. Perguntei ao meu supervisor imediato se podiamos mandar algo, como um bombom e um cartão. Ele simplesmente disse: "Manda nada não, mexe com isso não".
Isso me deixa muito desiludido, pois a missão da empresa começa exatamente com "Encantar clientes". Com isso percebemos que as pessoas não trabalham em sintonia com a missão da empresa.
Lembro quando trabalhava no sul, que se fossemos receber um hóspede vip, sempre tinha algo de diferente no quarto. Sem contar nas pessoas que passavam para garantir se estava tudo ok. A arrumadeira fazia a arrumação normal, depois alguém colocava o item vip, aí a supervisora de andares conferia tudo, se era um cliente de eventos eu ou alguém da minha equipe ia lá ver como que estava, depedendo do hóspede ainda ia a gerente de alimentos & bebidas e/ou gerente de plantão, sem falar na gerente geral.
Hoje recebi alguns hóspedes Vips na empresa na qual trabalho. Hóspedes esses da própria empresa. O último que recebi era o que diziam ser o mais importante. Check-in expresso preparado, ele chegou, entreguei o envelope, expliquei sobre café da manhã, internet e alguns outros itens que ele perguntou, não esquecendo de me apresentar, claro (tomei cuidado também para deixar o crachá virado pra frente, pois assim nome e foto ficam visiveis. Não que eu queira que a foto fique visivel, mas ok). Ele agradeceu com um sorriso no rosto e subiu.
Depois mexendo na reserva dele estava lá: Chamar gerente de plantão para recepcionar (Já era, a pessoa responsável já estava longe!) Gente, se o hóspede é VIP, ele é vip e pronto. É papel do gerente de plantão ou a quem tenha sido designada a função de recepcioná-lo, aguardar por este hóspede independente do horário que ele chegue.
Não trocar de apartamento era uma outra exigência: Ok!
Itens no apartamento: frutas, vinho, etc etc etc.
Mais tarde recebo uma ligação do hóspede vip, dizendo que adorou as boas vindas, mas ele queria degustar o vinho e não localizava o saca-rolhas.
Pois é, colocaram uma garrafa de vinho para o cara e não deixaram o saca-rolhas lá.
Ligo para o serviço de quarto e escuto algo do tipo: "Ah, a gente não tem saca-rolhas aqui não".
Fui obrigado a falar um "Se vira! O Hóspede é o fulano de tal, de tal lugar e pode simplesmente madar todos nós embora".
Porém, de nada adianta se você recebe um pedido de um cliente, delega a alguém resolver e depois não checa se foi resolvido. Passados alguns minutos, liguei no apartamento do hóspede, me identifiquei e ele já me tratou com um "Oi Rosalvo, tudo bem?" e me certifiquei de que tinham realmente arrumado um saca-rolhas para ele.
A estada dele pode ser uma porcaria, pode dar muita coisa errada ainda, mas tenho certeza que ele vai lembrar do nome da pessoa que o atendeu na entrada, que solicitou o saca-rolhas para ele e depois ainda conferiu se ele precisava de mais algo.
Outro detalhe, ou a falta dele, que também ocorreu hoje foi a chegada de 09 hóspedes chineses. Para quem não sabe, é hábito dos orientais ingerir água morna e essa solicitação foi feita. Agendamos um horário, liguei e solicitei um serviço. Para começar o colaborador que atendeu chamou isso de "doença". "Ah meu deus, que doença essa deles de tomar água quente".
Deu vontade de falar: "Pois é, para alguns povos você tomar banho todo dia é realmente sinônimo de doença".
Enfim, só posso dizer que a realidade é mesmo dura e em alguns casos triste.

domingo, 3 de janeiro de 2010

Um ano dourado 2010

Pois é, esse é o mantra para 2010. Entoe-o sempre para atrair energias positivas.
Por falar em 2010, o post anterior foi sobre Natal, 2009, então esse vai ter que ser sobre o Reveillon.
Trabalhei até as 22h e sem grana, não tinha muito o que fazer, com isso fui pra casa, em BH, para simplesmente ficar enchendo a cara de whisky. Whisky esse que eu sequestrei da "coleção" do meu pai. Sim, porque ele ganha tantos que já virou coleção, aí peguei um repetido XD
Telefonenas, pais, amore mio, amigos, música, um dos meus companheiro de Ap e um camarada do trabalho que mora no mesmo prédio, que já foi mencionado em posts anteriores.
Os meninos misturando whisky com guaraná e eu colocando só gelo. Peguei o meu cafeinômetro e colocava lá no "uhul". Não deu outra: Fiquei chapado, pra lá de Bagdá, Marrakech.
Deitei na minha cama e depois só lembro de estar pendurado na janela do meu quarto, no 12º andar, "gorfando" todo o whisky ingerido lá embaixo.
Sabe, acho que tenho um caso de amor com janelas. Já fiquei pendurado na janela do sítio do Igor, a long time ago, bêbado. Já fiquei na janela do Ap da Greice, alcoolizado, já fiquei pendurado em várias janelas de carros de amigos, também chapado.
Dia 1º, não tive escolha: Uma jornada de 12 horas de trabalho de ressaca. Por que não dizer nas primeiras 8 horas ainda alcoolizado? Que vergonha Júnior Souza!
Minha única refeição A única refeição que parou no meu estômago foi um misto quente depois das 22h30min.
Ainda no dia primeiro resolvi que iria, no próximo dia, assistir Avatar 3D, já que no segundo dia do ano iria trabalhar (e trabalhei) das 18h as 06h.
Levantei cedo e fui para o cinema com o Dudu (que faz estágio no hotel) e o irmão dele com destino ao Pátio Savassi. Ah, a Savassi... *.*
E o filme? (Calma @juciellen, não vou dar spolier) É ducaralho! Muito bom mesmo. Todos devem assitir. Sim, eu chorei. - Júnior, como você chorou vendo Avatar?- Ah, fiquei pensando até onde o homem é movido pela ganância, sem se importar realmente com a vida e os valores dos outros? Até onde vai a simples vontade de ter mais dinheiro, dinheiro e dinheiro, se fudendo tudo e todos a sua volta? Não quero colocar um filho no mundo para viver assim, porém acho que o destino do mundo não é outro. =(
Trabalhei minhas 12 horas, fiquei com um olho altamente vermelho, depois a vermelhidão passou e virou simplesmente um pigmento vermelho no meu globo ocular. Odeio quando isso acontece, mas acontece se eu não durmo ou se forço muito meu sentido chamado visão.
Acordei hoje, dia 03 as 14h26min com uma menina que trabalha comigo me ligando dizendo que eu poderia entrar as 22h e sair as 06h. Nada de jornadas de 12 horas hoje. , até que enfim alguém resolveu olhar para a escala e ver que todos estavam trabalhando em seus horários normais, somente uma pessoa que trabalha das 22h às 06h de folga então eu só preciso ir trabalhar no lugar dessa pessoa.
O que fazer até as 22h?
Cinema!
Lá fui eu para o Shopping Cidade, que fica há 3 quadras de casa, assistir "Contatos de 4º grau". Gostei, para mim é mais uma espécie de documentário do que filme. Baseado em fatos reais e a personagem principal é representada pela Mila Jovovich. Recomendo também, mas rezem para não ter um casal quase copulando ao seu lado no cimena e nem uma mãe pirra-adolescente que leva o recém nascido para o cinema.

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

X Mas

É isso aí galera, vou contar sobre as aventuras do Natal. Preparados para um post extenso? Então vamos que vamos dividindo isso em dias.

Terça-Feira - 22 de Dezembro
Trabalhei das 11h às 19h, cheguei em casa já apressado para colocar os demais itens que faltavam nas mochilas e correr por essa Avenida Afonso Pena de Belzonte pra pegar o ôns ali em riba.Tava lá, arrumando as minhas coisas quando um dos caras que divide ap comigo chega e me mostra duas espadas de bambu, estilo Kaoru Kamia Kashin. Olhei e falei "legal!" O ser me olhou sério e disse: "Mostre o espírito Samurai que há em você e vamos duelar"
"Que mané duelar Rafael? Eu preciso ir pra casa dos meus pais, o busão passa agora mesmo"
"Um Samurai nunca foge de um duelo. Vamos lá para fora, a paz não pode ser perturbada nesse templo"
Ai caramba! Eu digo que só atraio gente louca.
Fomos para o hall dos elevadores e começamos a "duelar". Acabei perdendo, mas não antes de derrubá-lo e causar alguns danos. Imagino a reação de alguém caso saísse do elevador e visse dois seres lutando com espadas de bambu.

Depois disso, casa dos pais.

Quarta-feira - 23 de Dezembro
Meu padrinho, tia, prima e avô chegaram nesse dia. Acabaram indo para o sítio com meus pais e irmãos. Fiquei na cidade para recepcionar a namorada que chegou na quinta, mas antes disso tive uma bela surpresa no msn. Um amigo que não via há mais de um ano, pois eu estava em Londrina ele em Londres, estava online e em Lafa City.
Não deu outra: Cerveja e muito papo. Depois saímos e buteco, sinuca, voltas pela cidade para lembrar dos antigos bares. Muito bom Titi!


Little London + London



Quinta-feira - 24 de Dezembro
Jingle Bells Jingle Bells... Tia, tio, prima e primo de Vitória chegando, mas antes deles passei o dia todo com minha namorada. Fui até passear em Barbacena. Claro que meus pais só ficaram sabendo disso depois que eu já estava de volta e com o carro na garagem.
Depois de voltar de Barbacena City, peguei a boa e velha Brasília Amarela, Kuka para os íntimos e fui para o sítio. Feliz da vida pelo asfalto do interior, mp3 player no ouvido (fazer o que, o rádio da Kuka já não funciona mais) e eu ia feliz da vida cantando em alto e bom som Within Temptation "We're gonna have a gothic X Mas, that is what will do. We're gonna have a gothic X Mas, hope you have one too. Santa is going to wear a black dress just for me and you and slayer a dragon or two".
Não sei por quê, mas todos os carros que me ultrapassavam, os integrantes dos mesmos ficavam me olhando. Não é normal alguém em uma brasília amarela, na estrada, com fones de ouvido cantando música natalina no natal?
Saíndo do asfalto, estrada de terra por 4 km, mas como São Pedro o Chimpanzé do tempo (sim, porque São Pedro não ia mandar tanta água assim, ainda mais no natal. Só pode ter tirado férias e ter deixado um Chimpanzé tomando conta da máquina de chuva. Assim como ele já faz em Londrina) já tinha mandado água à terra, a mesma estava molhada e já era barro. Claro que em uma das ladeiras a Kuka parou. As rodas tentavam impulsionar todo o corpo da Kuka morro acima, mas a mesma não saia do lugar. Aliás, saía sim. Ia deslizando para o acostamento não existente na estrada de terra com destino ao precipício.
Pisei no freio e deixei a Kuka deslizar até a parte plana da estrada, ou a menos inclinada.
Parei, aumentei a música do player que agora já estava rolando Shakira (Desculpa, mas são 2 GB e todo mundo tem seu lado pop). Comecei a cantarolar, engatei a primeira e acelerei. Tive que repetir o processo, porém consegui escalar subir a ladeira.
Ok, sítio! Pra variar minha mãe um tanto quanto atrasada com a arte de cozinhar.
Fizemos rabanadas \o/ (água na boca só de pensar) e comemos rabanadas...

Sexta-feira - 25 de Dezembro.
Feliz Natal, ho ho ho!
Após acordar depois das 10h (de lei isso!) ia me preparar para começar a eliminar o peso das cervejas do freezer (coitado, ele fica lá suportanto aquele peso todo, alguém precisa contribuir para o bem estar dos freezers, congeladores e familiares), quando minha tia propõe a idéia de irmos para Ouro Preto. Nem fiz força para abrir o freezer, deixei o mesmo fechado e animei na hora.
Fomos para Ouro Preto, pegamos chuva na estrada, mas nada de chuva na cidade. Juro que nunca vi Ouro Preto fechada. Ou melhor, nunca tinha visto. Quer dizer então que em dia de feriado de Natal não se pode ir visitar cidade histórica? Nem vou falar nada.
Voltamos para o sítio, mais chuva na estrada, mas sem emoções (leia carro atolado)
*comemos rabanadas


Ouro Preto

Sábado - 26 de Dezembro.
Esse dia seria o meu último dia de Natal em Família no sítio, uma vez que ia trabalhar em Belo Horizonte das 18h as 6h. Saí do sítio às 13h, escala em Lafa city e rachei para BH.
Cheguei no hotel e descobri que mudaram a escala e não me avisaram. Lindo isso! Estava de folga até na segunda-feira, dia 28/12.
Corre Rosalvo Júnior, corre e pega o próximo "baú" de volta pra Lafaiete.
Passei em casa, peguei um jogo de tabuleiro (Perfil 3 Yeah!) e fui para o sítio. Mas espera aí, cadê a chave do carro? Levei um bom tempo até encontrá-la.
Passo no posto para abastecer e o posto já está fechado, tive que ir lá no centro. Os bares, choperias e pizzarias bombando. Deu até vontade de ficar lá. Podia não. Simbora!
Sítio, whisky, jogo, risadas.... a melhor delas foi que durante uma rodada de perfil, saiu uma dica que não ajudaria em nada para o meu tio e ele soltou um "Que booom" igual a tiazinha do Pânico. Claro que rolamos de rir.
Para fechar a noite, comemos rabanadas.

Domingo 27 de Dezembro
Nossa, já estamos a tempo demais no meio do mato, comendo comida feita no fogão a lenha, andando a cavalo, pescando, SEM INTERNET E CELULAR x_x
Decidido: A tarde vamos para Lafa City. Civilização. Ok ok, quase civilização.
Nos dividimos em 4 veículos. Ah, nem vem. Sou o último da fila. Se eu for primeiro depois vão falar que eu sou pé quente, que não espero e blá blá blá.
Confesso que estava quase tendo um treco vendo o velocimetro marcar no máximo 80km/h, mas foi até legal participar de uma pseudo-caravana.

Uhul, noite! O que vamos fazer? Dar uma voltas, afinal a galera não saiu de Vitória para ficar no meio do mato.
Andamos por aqui e por ali, acabamos parando em um barzinho onde estava rolando um som ao vivo.
Pegamos o cardápio e...
"Por favor garçom, dois chopps!"
"Chopp não tem."
"Traz uma Original então."
"Original não tem."
"Brahma?"
"Brahma acabou!"
"Qual cerveja você tem?"
"Antartica e... duas skol"
"Traz uma skol."
"Você não quer as duas? Só tem duas"
"Traz UMA!"
"Para eles dois sucos de açaí, para ela um suco de morango..."
"Morango não tem"
"Então uma coca-cola"
"Pepsi?"
"Coca-cola!"
"Pepsi?"
"CO-CA-CO-LAH!!!!"
"Coca-cola não tem senhor".
"Então faz assim, cancela tudo inclusive essa cerveja".
Fomos para a avenida e terminamos na pizzaria. Nos empanturramos de pizza, rimos e pra finalizar compramos picolés Kibon, só para falarmos o jargão do Natal: "Que boooom!"
Iamos até passear na carreta da alegria, porém a mesma já havia encerrado a programação do dia. Drôgas!
É isso aí valeu o Natal. Gostei pacas!
Meu caros primos, que tal planejarmos uma viagem juntos? Quem quiser se juntar a nós é bem vindo.



Que booom!!!!




PS: Será que ainda tem rabanadas na casa dos meus pais?

domingo, 20 de dezembro de 2009

Uma cerveja é muito bom...

Bom pra relaxar, depois de uma noitada chata na vida de hotelaria. Gente, que isso? Eu falando que a hotelaria é chata? Pois é, mas tem sido. Principalmente na noite de sábado.
Já estava contando as horas, minutos e segundos para abandonar a recepa do hotel que estou trabalhando, mas aí com a chuva que desabou em Belo Horizonte, que arrancou árvores, causou vários danos, é claro que o aeroporto fechou também. Resultado: Lay Over (traduzindo: avião não decola, aí as companhias aéreas ligam pedindo bloqueio de apartamentos e mandam o povo para o hotel).
Essa galera de Lay Over chega achando que pode tudo. Mas não pode! Só pode o que está descrito no voucher (papel que te dá direito aos serviços). Se está escrito no voucher 1 diária e 1 refeição, é só 1 diária e 1 refeição. Não! Não tem cervejinha, caipirinha, aguinha, nada mais. Será que esse povo não sabe ler?
Nessa brincadeira saí do trabalho duas horas depois do meu horário normal.
Ao chegar em casa tive a descoberta que o andar do apartamento onde habito e mais dois andares do prédio estavam sem luz. Detalhe que a falta de energia elétrica era só no interior dos apartamentos, pois nos corredores havia luz. #VDM.
Conferi meu celular e tinha uma chamada não atendida do estagiário Eduardo (vc já aprendeu que deve chamar as pessoas pelo nome Júnior Souza) que mora no mesmo prédio.
"Fala cara, tu me ligou?"
"Liguei sim, ia ver se você topava tomar uma".
"Opa, demorô, estou calçando o tênis e te encontro na portaria"
Demos uma volta pelo centro de BH, vários bares e acabamos parando em um onde durante o dia é estacionamento e durante a noite bar, com cerveja a R$3,50 e vários espetinhos a R$3,00. Ficamos por ali mesmo. Conversando, bebendo, comendo...
Cerveja perfeitamente gelada. O Eduardo é gente boa, tá me tirando da vida de só trabalhar, uma vez que nesse trampo não anda tendo emoção. Bah! Ficamos bebendo até umas 2h e tivemos a saideira como brinde da casa, para voltarmos novamente. Claro que vamos voltar! Belo Horizonte está sendo legal, mas não com tanto tanto... tesão! Sim, essa é a palavra. Sei lá, não me sinto a vontade por aqui. Confesso que tenho medo de andar pelas ruas, principalmente a noite. Olha que eu adoro a noite hein!?
Ando nas ruas trancando o cu morrendo de medo de ser assaltado. Na noite passada assaltaram um hóspede na rua ao lado do hotel. Rua essa que eu moro e na parte que ele foi assaltado é o caminho dos bares. Levaram tudo do cara. Foda! Ainda bem que eu não estava passando na rua no mesmo horário que ele.Mas é isso. O jeito é sair com pouca grana, procurar uns botecos baratos e não andar sozinho. No mais, nada de mais.

quinta-feira, 17 de dezembro de 2009

APA...

Pois é, como tinha tempo que eu não "soltava os cachorros" aqui no blog, vou fazer isso agora.
Quarta-feira punk essa viu?
Pra iniciar o dia, descubro que minha mãe simplesmente vai viajar no ano novo. Noooossa, muito tks Sra. Dona Minha Mãe. Eu saio lá da Puta que pariu, jogo minha vida para o alto para vir ficar mais próximo da família, porque eu não tinha a mínima noção do que estava acontecendo aqui, uma vez que ninguém me dava notícias exatas. Agora eu vou trabalhar no Natal e folgar no ano novo, porém no Ano Novo mommy vai viajar. APA....
No trabalho levamos uma "esfolada" coletiva pois na semana passada hospedou uma mulher lá que estava na verdade observando as coisas. Dizem que ela tinha um check-list do padrão da empresa que deveria ser seguido e a recepa no check-in cumpriu só 30% desse check-list.
Mas que padrão se estão pensando em implantar um padrão a partir do ano que vem? Qual o padrão que ela analisou se não existe um padrão divulgado a ser seguido ainda? Como que uma empresa de 60 anos só na área hoteleira e mais 40 anos em outras áreas não possui até hoje um POP (Procedimento Operacional Padrão)? Não possuindo esse POP, como que essa desorientada chega e avalia o padrão? APA...
Depois da "esfolada", estávamos conversando na recepa e um "sub" comentou alguns itens, do tipo que as vezes deixamos o telefone tocando, alguns até abaixam o volume do telefone....
Eu entendi a cutucada e disse que eu fazia isso mesmo, mas quando estava atendendo algum ciente no balcão. Eu não vou fazer algo do tipo: "Boa Noite Sr. Fulano, seja bem vindo ao..." Trim Trim Trim... "Só um momento Sr, que eu vou atender ao telefone."
Não! Não vou parar um atendimento pessoal na minha frente, no meio do caminho para atender ao telefone. Existem mais pessoas que trabalham ali e podem puxar a ligação. Ok, eles vivem atarefados também, mas tem um que vive lá no back-stage fazendo ligações particulares e podia ao menos puxar as ligações. Pior de tudo é saber que é cargo de liderança/confiança.
Como se não bastasse, alguém passou um valor de apartamento DBL (Double) para uma senhora que precisava de um apartamento TPL (Triplo) e a mulher ligou pra fazer a reserva e justo eu atendi a ligação dela. Tive que manter o valor. Na hora que você pergunta pra todo mundo quem foi que atendeu a senhora antes, não aparece ninguém.
Ainda pra fuder o dia de trabalho, uma galera começou a chegar e não tinha apto limpo. Para acabar, o caixa deu uma diferença de R$ 50,00 a menos. APA....
Tá achando que acabou o dia? Nãããão!
Cheguei no prédio, fiquei sentado lá na portaria e falando ao telefone, descobri no meio da conversa que minha mãe falou que eu devia ter começado a trabalhar só em Janeiro. Por que porra de razão então ela ficava em casa perguntando se eu já estava procurando algum emprego? APA...
Ok, entrei em casa, internet e resolvi ir na padaria com um cara que mora comigo, só para bater perna mesmo. Acreditem, padaria aberta as 00:00h. Com isso comprei uma latinha de cerveja que estava gelada só por fora e o líquido parecia chá. Mas bebi néh, não podia jogar no bueiro R$2,00.
De volta em casa, resolvi conferir a Mega Sena e cheguei a conclusão que essa porra esse simpático jogo que um dia vai me deixar milionário, virou jogo de pif. Só pode, pois nada justifica resultado com 04, 05, 06 ... Pior que isso é saber que teve 1 ganhador que levou mais de R$ 16 milhões. Apa.... Apaputaquepariu!!!!

terça-feira, 15 de dezembro de 2009

BH City!

Ê laiá hein!?
Como sabem, tô morando em BH e agora já é a segunda semana.
...
...
...
Tá, e daí?
E daí nada. Algumas coisas vejo que estão erradas, mas ainda não posso falar, porém quando me perguntarem é melhor estarem dispostos a ouvir.
Mas o que quero dizer é que estou morando no centrão de BH. Durmo com o som das sirenes do SAMU e acordo com o som das sirenes dos carros de polícia.
Hoje é meu dia de folga do trabalho o qual eu gasto de 3 a 5 minutos para chegar. Tudo depende de eu conseguir atravessar a rua logo ou ficar esperando. Sendo assim, resolvi almoçar com Greice. Como hoje estou no meu dia de não fazer nada, fui almoçar lá no Diamond Mall, afinal Greice não ia ter tempo para vir aqui no centro e lá é bem perto do trabalho dela.
Além de ser perto do trabalho dela, as ruas são mais limpas, as pessoas mais bem vestidas, as mulheres sabem o que é maquiagem e eu não vi nenhum mendigo por lá.
Vem ni mim Mega Sena que eu quero morar lá para os lados do Diamond Mall, na rua Santa Catarina.
Depois do almoço fiz a maior propaganda do capuccino da Kopenhagen e quando chegamos na loja, não estava fazendo capuccino. Fiquei na vontade e nem tive como provar que a propaganda não era enganosa.
Enfim, voltei para o centro de BH caminhando calmamente, tranquilo. Cheguei em casa e dormi a tarde igual uma criança de dois anos depois de brincar o dia todo. Achei que nem ia acordar.
Por falar em acordar, sexta passada cheguei do trampo, estava curtindo uma música no PC e podia jurar que tinha ouvido barulho estranhos vindo do AP ao lado. Abaixei o volume, olhei para os lados meio desconfiado e nada. Ok, solta o som.
Daí uns minutos um dos caras que divide AP comigo chegou e falou: "Tá ouvindo Júnior?"
Abaixei o volume novamente e não era fruto da minha imaginação. A vizinha estava gemendo de prazer. Apesar dela falar "ai ai meu c*", sabemos que os "ai ais" era de prazer e não precisamos detalhar mais néh?
Me senti até em um episódio de Friends, quando eles vão para Barbados e ficam ouvindo as coisas do quarto ao lado.
Por falar nisso, aquele negócio de colocar o copo na parede para ouvir do outro lado funciona.