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quarta-feira, 28 de setembro de 2011

Eu Fui!


Os ingressos chegaram no começo do mês de dezembro de 2010 em uma caixa preta com a mensagem em prateado "Feliz Natal, Feliz Rock in Rio". O planejamento de marcar presença em um mega evento musical como esse começou a cerca de um ano antes. Na primeira oportunidade os ingressos foram adquiridos ainda no "escuro", sem ter nenhuma idéia de quais bandas iriam se apresentar. Porém a vontade de fazer parte de um momento como esse e de escrever essa linha da história DA/NA minha vida falava mais alto. Realizei a comunicação ao meu chefe com um ano de antecedência. De lá pra cá troquei de chefe 4 vezes e fui promovido, logo a empresa toda sabia que eu não iria trabalhar no dia 24 e 25 de setembro de 2011.
Apesar de me virar bem sozinho e de até ir para as baladas sozinho, não dava para ir sozinho para o Rock in Rio, claro que de companhia não podia faltar meu primo / irmão / filho / amigo Sr. Fernando César, que agora nos seus 16 anos de vida, me acompanha para os shows de rock desde os 13, já tendo no currículo Nightwish, Guns n' Roses, Aerosmith e agora Rock in Rio.
Ingressos e passagens compradas, hotel reservado, cartão de transporte de ônibus dentro do Rio de Janeiro também comprado. Jornada de trabalho das 22h às 06h encerrada. Passada rápida em casa, acordando o Nando, pegando mochila e correndo para o aeroporto.
Despacha mala, toma café, dá uma volta, fila imensa para entrar na sala de embarque, fila, espera, fila...... detector de metais... o que eu tenho que essa p*##@ não para de apitar??? Maldito relógio! Vontade de dar ele de presente para a funcionária da infraero para não ter que ficar travando de novo. Corre porque é a última chamada e tá encerrando o embarque. Ufa, aperte o cinto, vamos decolar!
Rio de Janeiro, em frente a esteira de bagagem... Ai caramba, cadê minha mochila? Passa bagagem, passa mala, olha lá... esquece alarme falso. Fico muito tenso nessa parte morrendo de medo da minha bagagem não aparecer. Uhul, olha ela lá!
Colega carioca esperando no aeroporto, vamos para o hotel, banho, bater perna no centro do Rio, Lapa, almoço, pega ônibus e volta para o Aeroporto para pegar a linha especial para a Cidade do Rock. Cochilo de 20 minutos, Nando me chacoalha "Júnior chegou!" Ainda não tínhamos chegado, mas era impossível dormir vendo toda aquela galera indo para o mesmo destino que já estava próximo.
Olhada no relógio, 15h. Estamos entrando na Cidade do Rock!!!!!
Arrepio, calafrio percorrendo a coluna vertebral, sorriso no rosto que não se pode controlar, olhar de cansaço... chopp, senta na grama, fila imensa para a brincar na montanha russa, tô fora! Fila de 5 a 6 horas para brincar na tirolesa.. aham, tô fora!
Sentadinho perante o Palco Mundo ficava olhando aquela imensa estrutura pensando em como deve ser acompanhar a montagem daquilo tudo, como deve ser os bastidores, que ali, atrás daquelas paredes laterais prateadas na verdade tem toda uma parafernalha para fazer tudo dar certo, baterias e cenários montados sobre bases móveis com rodinhas para fazer toda a montagem do palco entre uma atração e outra. Jogo de luzes, uma passarela lá em cima que com certeza só quem estava lá na frente pode perceber que ela existia.
Telões laterais transmitiam o que rolava no Palco Sunset. 18h, a noite já começa a cair. 18:30h, as luzes do Palco Mundo se acendem, todos levantam e como em pé o espaço ocupado por um corpo é menor que sentado, demos vários passos para frente.
Calma galera, foi só um teste de iluminação, mas agora ninguém mais senta porque não tem como encaixar todo mundo sentado de novo.
NxZero inaugura o Palco Mundo do segundo dia do Rock in Rio por volta das 19h10min, toca durante 40 minutos, alguns bradam palavras ofensivas, mas os caras não estavam nem aí para isso. Ainda acredito que se eles estão ali tem um motivo. Podia ser pior, pois vamos e convenhamos que existem sons piores que o deles que se intitulam "rock" em nosso país.
Que uma coisa fique clara, Rock In Rio é uma marca e assim como tal tem que gerar lucro, ou você acha que a Adidas a Chanel e a Coca-Cola vivem de bons fluidos emanados pelo Dali Lama? Quanto a vaia a Cláudia Leitte ocorrida no dia anterior, até parece que quem estava lá em um dia onde rolou Rihana e Katy Perry é muito do Rock néh? Voltarei para o foco....
Como segunda atração da noite, foi a vez do Stone Sour subir ao palco. Nunca tinha ouvido os caras, mas são bons. Som bacana. Rock bom, daquele que te faz pular, bater a cabeça, levantar o braço fazendo \m/ com a mão sem quebrar a costela ou dente em um Mosh.
Terceiro passo, Capital Inicial.... Caramba.... não há nada que se encaixe aqui se não for a descrição do Dinho Ouro Preto: "Du Caralho!" Capital Inicial existe há 30 anos, eu tenho 28, logo todo momento da minha vida, seja viagem de carro, em casa ouvindo música, nos shows de rock, nos churrascos de colégio e da faculdade, sempre rolava alguma música do Capital Inicial. Acho que aí me dei conta de onde eu estava. Eu estava no Rock in Rio, aquele evento que teve a sua segunda edição em 1991 e com 7 anos de idade eu ficava vendo pela TV, deitado na cama dos meus pais, quando morávamos na Rua Elir José dos Santos, 57 e assistindo Axl Rose liderando a banda mais "Top Rock" do momento. Agora eu estava ali, no Rock in Rio, depois de ter planejado tudo por um ano, com a grana que ganhei com o meu trabalho, na companhia do meu primo, mais do que primo... inevitável não chorar.
Snow Patrol, a atração menos conhecida da noite por todos, mas que rola muito no meu som, no meu quarto escuro e me faz pensar muito. Snow Patrol é, para mim, algo orgásmico e suicida ao mesmo tempo. Faça amor com aquela pessoa perfeita, ao som de Snow Patrol e depois corte os pulsos com ela (ok, momento EMO. Parei!) Apesar de não saber nome das músicas, não saber nome dos caras da banda, isso não significa que eu não conhecia as músicas. Conhecia praticamente todas e ainda arranhei muitas partes das letras. Tinha gente ao meu redor olhando pra mim e não entendo nada. Desidratei devido as lágrimas que rolaram quando o pensamento ia longe buscar um certo alguém. Muito Obrigado Sr. Tiago Diogo por dividir esse momento comigo, mesmo que por SMS até às 06:10 do dia 25/09.
Red Hot Chili Peppers, o carro chefe da noite fez todo mundo ir ao delírio. Red Hot marca a época em que eu dava meus roles de carro, sem carteira e ainda sem idade para poder fazer isso. Escondido dos meus pais, claro! A apresentação mais longa da noite e que ainda assim me fez pular, pular muito! Under the bridge, Californication dentre outras... o cansaço já era imenso, já estava brincando de "até onde meu corpo aguenta" há muito tempo. No intervalo entre Snow Patrol e Red Hot acho que dei uma cochilada de uns 5 minutos no ombro do meu primo.
Antes da galera do Red Hot voltar para o Bis resolvemos levantar acampamento. Já tínhamos visto todos os shows, estávamos cansados, com a garganta seca, precisando "tirar a água do joelho", já tinha afanado uma capa de chuva de um carinha que revoltou e não conseguiu abrir a capa dele, trocamos vários papos com o Vinicius de Porto Velho - RO que levou até bandeira do estado dele. Agora procuramos ele pelas redes sociais para manter contato, mas cadê o cara???
Resolvemos andar até o final de multidão e contornar por fora da galera para irmos ao banheiro e comprar algo para beber. A gente andava, andava e andava porém o povo não acabava. Red Hot voltou a tocar, agora com camisa em homenagem ao Rafael, filho da Cissa Guimarães. Resolvemos chegar ao banheiro passando pelo meio da galera mesmo, porque aquele monte de gente não tinha fim.
Para mim o Rock in Rio em números foi algo do tipo: 40 horas sem dormir, 24h com os pés dentro do coturno, 12h sem comer, 14h sem fazer xixi, 10h sem beber. Arrependimento? Nenhum! Faço tudo de novo fácil fácil.
Chegamos no hotel às 6:10h, dormimos até as 15h, depois meu caro Victor Ângelo, mais uma vez nos salvou, levando para passear por Ipanema e Copacabana. Thank you so much Vih, sem você não teria muita graça. Valeu pela ajuda e por tudo mais!
Se você ainda tiver paciência, tem um vídeo de 20 minutos com um pouco de cada show relatado aqui. No mais, aceito comentários.



segunda-feira, 21 de março de 2011

Quatro dias na Ilha da Magia

Para complementar o post anterior, vou relatar aqui como foram esses quatro dias em Florianópolis.
Os dois primeiros dias, sexta e sábado já estão descritos no post anterior a esse, então tocaremos o barco a partir de sábado a noite.
Depois de conhecer a Praia da Joaquina e a Praia Mole, voltei para o Hostel e no começo da noite saí para procurar algo para comer. Acabei parando em um simpático café, chamado "Sintonia Música e Café". Local super achonchegante com uma decoração agradável e um cardápio perfeito. Sanduíche com o nome de Barão Vermelho, que em sua composição temos peito de peru, provolone e folhas verdes. Não podemos esquecer também do Massive Atack, com queijo branco, peito de peru, tomate e acho que tinha mais algum ingrediente que não me lembro. Alguém notou alguma semelhança com o local ser um espaço de música e café e ainda ter sanduíches com nomes de bandas ou foi só eu que percebi isso?
O local também tem uma bela carta de cervejas, em especial da Eisenbahn. Eu mando estrelinhas para a Weizenbier, que é uma cerveja de trigo.
Caso ocorra de faltar luz, devido a uma chuva, como aconteceu quando eu estava lá, o serviço prestado continua o mesmo e a iluminação fica ainda mais acolhedora a luz de velas.
Ah, eles também vendem Cds nacionais e importados. Fica a Dica ;-)
De volta ao Hostel, debaixo de chuva, a galera estava toda lá, também sem energia elétrica. Alguém teve a idéia de beber e como eu já estava tomando cerveja, animei da na hora. O André, funcionário do Hostel, disse que me emprestava o carro dele para eu ir buscar cerveja. Enquanto fui buscar minha carteira ele foi ver se a galera da inglaterra ia querer alguma coisa.
Só sei que voltou um inglesinho feliz da vida com a chave do carro do André na mão. 0_0
Perguntei a ele se ele sabia o que ele estava fazendo e o surtado disse que sim. Simbora! Bruno (SP) dois ingleses (UK) e eu dentro de um palio estacionado em uma imensa subida sob forte chuva e sem iluminação pública, pois não tinha luz na Lagoa da Conceição.
Só sei que na hora de sair com o carro o inglês quase mandou o carro de ré no portão de uma garagem e tivemos que segurar o carro para ele no freio de mão. Dessa hora pra frente eu já não conseguia mais raciocinar em inglês. Chegamos no mercado sãos e salvos, mas tensos, e o "driver" me entregou a chave dizendo que achava melhor eu voltar dirigindo. Olhei para ele e disse "Ok, I can do this better than you!". Sem contar que o maluco ia dirigindo e cantando ♪ All the single ladies, all the single ladies ♫
De volta ao hostel, vamos a cervejada durante a noite toda. Os meninos ainda foram para a balada. Eu fui dormir e passei mal a noite toda.
Nada como acordar no domingo com uma ressaca imensa, sua cabeça pulsando e com um gato no estômago arranhando para sair de dentro de ti. =/
Tomei um café com leite e praia! Vamos aproveitar esse solzinho que está fazendo. Não sem antes passar no mercado e comprar 1 litro de água de coco, mais alguns itens para comer. Destino: Praia Mole, mas dessa vez de ônibus.
Ônibus em Floripa é algo que você precisa ter bastante paciência para utilizar. Não tem uns horários frequentes, ao menos não que alguém tenha conseguido me falar ou me explicar. O trânsito na cidade é complicado, em especial no centro e em época de alta temporada em toda a ilha e no continente também.
Chegando na praia Mole, cadê o sol? Cadê o sol que estava fazendo na hora que saí da Lagoa da Conceição? O sol deu lugar as nuvens, mas nem por isso fiquei desanimando e resolvi caminhar pelas areias moles. Daí o nome "Praia Mole". Barracas ao longo de toda a praia, com gente bebendo e não é só cerveja. A galera pede para descer são garrafas e garrafas de Moet Chandon *.* Mas eu ainda não posso fazer isso. Um dia quero fazer! \o/
Resolvi pegar uma trilha no final da praia Mole e chegar a praia da Galheta.

Mesmo sendo uma praia de nudismo, não tinha ninguém naked. Nem eu (e olha que eu super apoio a parte de nadar pelado). A praia da Galheta não tem infra-estrtutura (eu acho é bom!) nada de barracas, duchas ou algo do tipo. Na verdade como é uma praia praticamente deserta, com mar de ondas, tinha muitos surfistas. Afinal, nada melhor do que dividir o mar só com a galera do surf, sem banhistas ou esponjinhas. Aliás, esponjinhas (galera do Bodyboard) não é o foco de Floripa. Não nas praias as quais conheci.
Se durante a trilha até a Galheta a chuva já havia começado, lá ficou mais forte e ao retornar para a Praia Mole, a chuva caiu com mais força ainda, me obrigando a ficar um bom tempo em um quiosque até a intensidade da mesma diminuir e eu seguir de volta para o hostel.

Sente a neblina na Praia da Galheta. Viva Avalon!


De volta ao Hostel, tomei um banho quente, pendurei minhas roupas pelo albergue a fora pra secar, pois cada saída em Floripa era uma chuva que eu pegava e fiquei a tarde na internet preparando o post anterior a este.
Já por volta das 19h30min resolvi descer até o centrinho da lagoa e comprar um sanduíche no supermercado.
Estou lá na fila e olho para o lado vejo uma pessoa de fisionomia aparentemente conhecida. Olhava, a pessoa olhava e eu pensava: "Não é possível que eu conheço"
Como perguntar não ofende, mandei a questão do dia "Você é de Londrina?" "Não mais. Você é de lá néh?" "Não mais!"
Pois é, já tinha me esbarrado com o cara pelos bares da vida de Londrina. Mundo pequeno esse néh?
Segunda-feira, dia 14 de março, último dia de Floripa e finalmente SOL! Bati um papo com o pessoal do Hostel, a moça do café da manhã, que se chama Mari e é um amor de pessoa. Simpática, educada, profissional e super amante da natureza. Ela estava chateada porque cortaram a vegetação do deck do hostel e antes o que se via era uma cortina de plantas, com micos passeando pela cerca, hoje se vê o cano e a caixa d' água do vizinho. O melhor foram as palavras da Mari "É, se pelo menos fosse Tigre o cano, mas não. Pelo menos não vejo as patinhas". Juro que isso ainda soa na minha mente com o sotaque do pessoal de Santa Catarina, que eu amei e já estava quase pegando o sotaque deles.
Mas vamos lá, praia! A idéia era ir na Joaquina e na Mole. Mas pensei bem e resolvi aproveitar só a Joaca. Já tinha ido na Mole duas vezes e em praia não curto badalação. Curto ficar ali na areia, dar um mergulho e sossegar.


Meu novo Wallpaper! Yeah!!!
Passei a tarde na praia, cheguei atrasado no hostel, banho correndo e taxi para a rodoviária, pois ônibus não daria tempo.
Taxista louco! Saia cortando todo mundo, costurando no trânsito complicado e pesado de Floripa, até que.... Bump! Adeus retrovisor direito do veículo. Eu não demonstrei nenhuma reação em sentido ao retrovisor ou o fato dele costurar o trafego. Simplesmente fiz uma "Poker Face", peguei minha máquina fotográfica na bolsa e fui fazendo fotos ao longo do caminho. Mesmo porque na noite anterior algumas barreiras caíram na estrada que liga SC ao PR e a Cia de ônibus já tinha me avisado que a viagem poderia demorar 8 horas além do normal. Ou seja, podia ter uma viagem de 16 horas até Londrina.
Deixo agora as últimas fotos de Floripa e depois a gente fala sobre Londrina.
=***


Por do Sol na Baia Norte de Floripa

Ponte Hercílio Luz

sexta-feira, 11 de março de 2011

E o carnaval 2011?

Olá pessoas!
Se quem deve paga, estou agora pagando minha dívida escrevendo sobre o carnaval.
Como já planejado, viajei com meus pais, irmãos e mais umas pessoas conhecidas, com destino a São João da Barra, litoral norte do Rio de Janeiro. Local de permanência: Praia de Atafona. Ok que lá não tem nada e devido ao mar estar avançando, fazendo aquela limpa na beira mar, uma boa parte é área de interesse de geólogos.
O fato é que o carnaval de rua de São João da Barra bomba. Pelo menos para mim.
Sábado a noite fomos ver como estava o movimento na avenida de SJB. Minha irmã, uma amiga dela e o Tiago, filho de uma amiga da minha mãe que também foi e eu!
Como não tínhamos abadá do bloco que estava na aveinda, o jeito foi ir na Pipoca atrás do trio.
Não sei o que tinha naquele trio, devia ser alguma energia magnética que me fazia ir atrás dele. confesso que estava maravilhado pela palavra "Vodka" escrita atrás do caminhão. A minha vodka estava no meu porta whisk, na minha cintura. Como já tínhamos viajado o dia todo, pegamos leve e às 2:30h estávamos em casa.
Assim que chegamos eu já fitei a minha irmã para ela pegar o celular power dela e dar aquela googlada para descobrir qual o horário que a banda TB6 ia sair. TB6 sempre bomba no carna de SJB. Mas como sinal de celular de qualquer coisa em Atafona é uma coisa rara, não descobrimos nada.
No domingo resolvemos ir para a praia de Grussaí no período da tarde.
Péssima escolha! Um bando de gente feia, com uma música estranha. Acabamos indo para São João da Barra a tarde ver o que estava rolando.
Quando ponho os pés na avenida, vejo um banner em cada poste anunciando banda TB6, no Mega Trio, tudo isso fazendo parte do Bloco To Ki To.
Comprei o Abadá, claro! Não só eu, mas minha irmã, a Elbe (nossa companheira de longa data de Atafona) e eu só sei que comprei abadá até para minha mãe.
Na segunda-feira às 23:30h fomos para a concentração do To Ki To com cerveja liberada até as 1:30h, horário previsto para a saída do bloco.
Sim, nós todos caímos na avenida, atrás na frente do trio.
Agora, sufoco foi quando a mulher da banda TB6 começou a cantar "Segura segura na corda do carangueijo".
Gente, se um dias vcs forem vocalista de banda de carnaval, no alto do trio, muito cuidado ao cantar essa música. Procure saber se alguém lá embaixo levou a mãe para o carnaval.
Nessa hora vc não precisa fazer nada, você é levado para a direita e para a esquerda. Eu só tentava protejer minha mãe, pois o "pra lá e pra cá" era inteso!
Minha mãe voltou para casa por volta das 3h da madruga. Tiago, minha irmã e eu ficamos. Ficamos até subir a avenida atrás do trio novamente. Sim, pq primeiro o trio desce, aí rola um show de uma banda lá no palco, depois o trio sobe.
Só viemos embora quando o dia estava claro, mas surgiu um problema: Cadê o dinheiro para pagar transporte para voltar pra casa?
Já tínhamos bebido o dinheiro todo e resolvemos voltar a pé.
Quando chegamos na BR, eu queria sentar e dormir ali no acostamento mesmo. Estava um tanto quanto cansado.
Resolvi que ia fazer como nos velhos tempos de carnaval em SJB com primos e amigos e pedir carona.
Foi só a conta de esticar o dedo e uma senhora parou. Só deu eum gritando para os meninos "Corre Gente! Nós não vamos a pé não."
A pessoa de alma bondosa que fez essa gentileza chama-se Soraia (ou Soraya?) e é de Teresópolis. Deixo aqui meu imenso agradecimento pela carona.
Voltamos para casa na quarta-feira pela manhã e eu continuo a minha viagem. No momento estou no aeroporto de Guarulhos aguardando um voo para Florianópolis. Assim que eu tiver acesso a internet free post isso aqui e depois outras novidades, claro!

Bjunda pra vocês!

quinta-feira, 11 de março de 2010

Live and in Color

Quem passa por aqui já sabe o que vai encontrar nesse post, pricipalmente quem me segue no twitter e leu meus tweets de ontem. Então vamos lá, lhes contarei como foi o dia que vi o Guns N' Roses ao vivo e a cores...
O dia começou antes do esperado, pois o bus que trouxe meu primo de Franca que estava previsto para chegar as 06h adiantou em 01h. Descobri que as ruas da cidade já estão bem movimentadas nesse horário (pois é néh, o povo tem que trabalhar) e que muitos ônibus chegam na rodoviária nesse horário.
Tiramos um chochilo, demos uma volta no parque municipal, passamos no posto de informações turísticas, pegamos um guia da cidade (faço coleção das edições e estava faltando a do mês de Março) e vamos ver para onde vamos.
A idéia inicial era ir ao museu de ciências naturais da PUC, mas a prefeitura inaugurou um Aquario da Bacia do Rio São Francisco na Fundação Zoobotânica (ou seja, lá no zoológico). Conferirmos os horários, distâncias e tivemos que escolher entre Museu ou Aquário.
Aquário!
Lá vamos nós, eu e @Fernandocbp em direção a Pampulha pela primeira vez no dia.
Chegamos, pegamos nosso mapinha da Fundação Zoobotânica (que eu nem sei mais onde está o meu) e fomos ver os bichinhos.

Eu gostei do tigre. Queria ter um de estimação em casa, o problema é que moro em apartamento e acho que os vizinhos não iam gostar de ter que dividir elevador com um tigrinho toda vez que eu fosse levar ele para passear.
Vimos alguns outros animais, como o Leão que estava bem folgado, como quem faz pose pra foto, mas acaba virando a cara na hora do flash. Coisa da nobreza néh? Vocês sabem como é.
A Sra. Onça Pintada não queria sair da toca, a Lhama parecia desfilar e o Cachorro do Mato devia ter algum complexo de gordura e estava tentando queimar calorias, pois corria ao redor de sua propriedade, passando sempre pelos exatos lugares (já me disseram que animais também tem TOC)
Subimos para o Aquário. O que eu não entendo é porque que as cabines ondem vendem as entradas (Do Aquário e da Fundação Zoobotânica) são feitas de forma que você não vê a cara da atendente. Isso não é Motel caramba.

Tentamos não fazer muito corpo mole e levamos três horas para percorrer o Zoológico + Aquário, tendo aí um custo de R$ 11,60 por pessoa incluso passagem de ônibus ida e volta. Fikdik!
Centro, casa, banho, Shopping, jantar, bus com destino a Pampulha novamente, mas agora Estádio Mineirinho, Chinese Democracy World Tour by Guns N' Roses.
A idéia inicial era sair do centro até às 17h com destino ao Mineirinho e acabei saindo 1h30min depois. Ônibus para lá de lotado, calor do caramba, via de acesso em obras e um trânsito caótico.
Dentro do bus escutamos um comentário: "Eu vou de pista!" Com isso eu já falei para o meu primo "Fica de olho nesse cara porque na hora que ele descer a gente desce também, pois não sei o ponto exato de descer não".
Até parece que ia ser difícil achar o local de desembarcar.... dos poucos passageiros que restaram ao longo da viagem, os que trajavam preto, camisa de banda e bandana formavam uma porcentagem significativa (malária, yeah!), logo é só seguir o fluxo.
Chegamos por volta das 19h30min lá no Mineirinho, compramos camisas do show (não as oficiais, porque essas custavam R$ 70,00 cada - o preço que paguei no ingresso - apesar de serem muito legais).
Entrada sem tumulto, as revistas de sempre, a lenga lenga de que não pode tirar foto, que se pegarem você tirando foto vão tomar a sua máquina ò.ó
E eu disse ao segurança "Tá, mas eu não posso tirar foto do evento e se eu tirar foto minha, dos meus amigos, com a galera, como fica?" e ele fez aquela cara de "Porra cara, não complica as coisas, ensaiei só para dizer que podem pegar a sua máquina e fazer essa cara ò.ó"
Juro que na hora que eu entrei achei que não ia ter um público grande não, pois estava assim óh

O tempo ia passando, eu ia ficando eufórico, olhava no relógio a cada instante, o cansaço batendo, pois já tinha andando o dia todo, mas a vontade de continuar, de ver o que parecia ser impossível de se ver ao vivo era maior. Comecei a fuçar no celular e descobri que conseguia Twittar. Já era! Passei a dividir cada instante com a galera do Twitter e mandar sms para outros. Isso me custou todos os meus créditos.
Teve uma bandinha de abertura que não mexeu muito com a galera, mas depois quando rolou o ex-vocal do Skid Row, Mr. Sebastian Bach... quem tava fora foi entrando, quem tava dentro não queria ceder lugar, mas o povo foi chegando, chegando e de repente tava lotado.

Apresentação do Sebastian Bach foi muito boa. Aqueles "gritos" típicos dele, correndo o palco todo mesmo usando um microfone com fio, segurando o microfone pelo fio e brincado de helicoptero com o mesmo. Juro que vi a hora que aquele microfone ia escapar e acertar a testa de um malária da pista, mas ainda bem que não aconteceu.
Como todo roqueiro que se preze, Sebastian Bach abriu uma garrafa d'água, tomou um gole, jogou a garrafa para o alto e quando a mesma estava voltando ao solo mandou aquele chute na garrafa, molhando a galera da pista premium. Axl também tentou fazer isso, mas errou a garrafa. Ela caiu no palco e depois entre o palco e a grade da pista. Mas vamos deixar isso em off. xD
Não vou colocar nenhuma foto do Sebastian, pois como ele não ficava parado saiu tudo desfocado. Na hora que eu gravei um pequeno vídeo estava escuro e só aparece um pontinho branco que eu tenho que colocar uma seta com os dizeres "Sebastian Bach". Destaque para "18 (leia eighteen) and life e I remember you.

Depois disso, o tão esperado show... Guns N' Roses (putz, arrepiei agora) \*o*/
Sim meus caros, o Sr. Willian Axl Rose ainda corre o palco, manda uns agudos, faz a "cobrinha" (não com tanta empolgação) e manda bem no Rock n' roll, tudo regado a bons solos de guitarra pelo DjAshba e efeitos pirotécnicos com várias explosões \*o*/²

Durante mais ou menos as 2h30min de show tivemos Chinese Democracy, Welcome to the Jungle, You Could be Mine, November Rain (com direito a piano que aparece e desaparece do palco) e exatamente a 00h Sweet Child o Mine. Tem forma melhor de começar a quinta-feira?
Mas esse post já está para lá de extenso e se você chegou até aqui, parabéns! Você pode conferir abaixo a primeira música que rolou no show e se você conseguir ver a segunda também é porque eu consegui fazer o upload dos dois vídeos.




sexta-feira, 29 de janeiro de 2010

Sweet Child o Mine

Todo homem precisa de rock em sua vida. É como oxigênio, essencial para se manter vivo. A diferença entre o oxigênio e o rock é que todos nascem necessitando de oxigênio, já com o rock é diferente. Alguns nascem com uma pré-disposição ao rock. É um "dispositivo" que fica ali até ser ativado e quando isso ocorre... Oh My God!
Como falar de rock sem mencionar o Rock in Rio, Metallica, Rolling Stones e claro, Guns 'n Roses?
O Metallica está em turnê pelo Brasil (rápido Júnior, pense em outra coisa) e infelizmente não vou no show (Droga, tempo esgotado. Hora da depressão!).
Rolling Stones eu tive o prazer de ver ao vivo na praia de Copacabana. Ok, um tanto quanto afastado do palco, mas valeu!
Já o Guns tem show marcado em Belo Horizonte, cidade na qual resido no momento, dia 10 de março. Os ingressos começaram a ser vendidos na última quarta, dia 27. Meu primo/irmão/filho, de 14 anos também nasceu com o pré-dispositivo para o rock (tks God!) e esse já foi ativado. O muleke adora Guns 'n Roses, dentre outras bandas.
Quarta-feira, 12H15min lá estava eu chegando na bilheteria da ticketmaster, que só bare as 12h, para comprar os ingressos. Fila gigantesca! 0.0
Fui caminhando pela lateral da fila, um bando de gente, aí cheguei no último da fila, ou o que parecia ser o último, pois a próxima pessoa estava longe dele uns 50 metros.
Perguntei se o cara estava na fila, ele disse que sim e me posicionei atrás dele (sem conotação sexual, por favor).
Fones no ouvindo, rolando Metallica no meu mp3 player, sinto alguém me cutucar o ombro. Olhei para trás, tirei os fones do ouvido e o cara diz:
"Você vai comprar ingressos para o Guns?"
"É, pretendo."
"Então, o final da fila é lá" Disse ele apontando quase para a esquina.
O.O
What the fuck????
Mais um pouco e a fila chegava no BH Shopping (acredite, isso é longe. Lá na saída de BH para o RJ)
Abortar missão soldado!
Na quinta (ontem) levantei cedo e as 8h30min eu estava na fila, em frente a entrada da bilheteria que só iria abrir as 12h. Eu era o quarto membro da fila que começava se formar. O primeiro, um carinha bem Guns, com cabelo meio comprido, bandana estilo Axl Rose na cabeça, camisa preta, jeans surrado e "Guns N Roses" tatuado no ante-braço, lá de Ibirité, que chegou as 06 da manhã.
O segundo, um cara de camisa preta, cabelo comprido, jeans e de Lafaiete (-_-") mas mora em Contagem.
O terceiro, um ex-militar, cabelo normal, camisa cinza e jeans, de Alfredo Vasconcelos (depois de Lafaiete, antes de Barbacena).
O quarto, um cara de camisa azul marinho, jeans claro, cinto de ilhós e tênis all star (o que vos escreve).
Chegaram mais uns três caras e passados alguns minutos já estávamos todos sentados no chão, conversando e todo mundo que passava pela avenida Nossa Senhora do Carmo, na Savassi, olhava pra gente.
Putz, primeira vez que tenho que ir cedo para uma fila para comprar ingressos para show. Dá uma emoção muito boa estar ali, largado, sentado no chão esperando a bilheteria abrir, para comprar ingresso para curtir um rock, sem contar a plaquinha escrito "Ingressos Guns N Roses «-------"
Caralho! Não tem a palavra "Cover". Sempre vemos "Guns N Roses Cover". Dessa vez não é Cover. Putz, até sinto um frio percorrer minha coluna vertebral.
Outras pessoas foram chegando, se misturando a nós e, como diria @vgleao, a Malária foi se reunindo.
Porém, sempre tem aquele que quer aparecer, causar e se achar o tal. Não demorou muito apareceu um ser deste, de bermuda jeans, camisa azul escura e começou a puxar papo. Em menos de um minuto ele já tava se achando o centro das atenções, reclamando do local onde ia ser o show, que a acústica é um lixo, que se alguém fosse comprar pista premium ia jogar dinheiro fora, (o primeiro da fila tava querendo comprar esse ingresso) que ele foi no show do Iron e foi uma merda, que o Axl já não aguentava mais nada e passado um tempo ele era o único que falava. Todos já estavam mudos, novamente de pé, encostados na grade e ele lá, na frente, reclamando.
A cada vez que ele falava mal do Guns eu via o olho do primeiro da fila entrar em combustão e se pudesse ele ia matar esse pseudo-malária (ou deveriamos chamar de Dengue?)
A hora foi passando, a fila crescendo, o Dengue continuava reclamando, a vontade era de falar "Não vai no show então porra!" e todos que chegavam pediam alguma informação aos primeiros da fila.
O legal foi que chegou um cara e falou:
"Ow, cês tão na fila para o ingresso do Guns?"
"Sim!"
"Ah... só! Ow, quanto que tá a pista, lá na frente?"
"Óh, pista premium, lá na frente é o único ingresso que ainda tem do 1º lote, porque arquibancada e pista normal acabou tudo ontem, no primeiro dia. Tá 500 conto a inteira"
"Porra, 500 reais? Ah não, eu gosto de Guns, mas não gosto tanto assim não."
O cara virou as costas, foi embora e rolamos de rir.
A fila foi crescendo, já ultrapassava a entrada do estacionamento e uma mulher foi até nós, os primeiros da fila, pedir para virarmos a fila para o outro lado, pois assim todos teriam mais sombra e saíria d frente do estacionamento.
Nos entre olhamos, ninguém disse não e viramos a fila.
Muito legal a sensação de poder!
Começamos a mudar de direção e aquele bando de gente nos seguindo, fazendo o mesmo. Como isso já era quase meio dia, a galera foi tomando seu lugar na fila e o Dengue foi lá pra trás.
Depois de virarmos a fila, olhei para a galera e disse: "Haha, gostei desse poder. Podemos fazer todos voltarem para o outro lado se quisermos."
Logo depois vieram os seguranças e começaram a colocar as grades, formando um verdadeiro corredor de gado para o abate, porém ninguém reclamava.
A adrenalina foi subindo, eu comecei a ficar impaciente, batucava na grade e meu anel fazia barulho. Percebi que incomodava e parei. Em pé, cruzei as pernas e ficava batendo com a ponta do tênis no chão.
O primeiro da fila ainda não sabia qual ingresso comprar. Ele queria muito a pista premium, mas depois dos comentários do Dengue ele ficou meio down.
Virei pra ele e falei: "Cara, vc curte muito guns?"
"Pra caralho cara!"
"Você pode pagar premium?"
"Posso, vou comprar meia entrada!"
"Você sabe quando você vai ter outra oportunidade dessa na sua vida?"
"Não, não sei."
"Então pronto, vai de premium e depois conta pra gente como foi, porque eu vou estar na arquibancada".
Nisso chegou uma senhorinha, de cabelos brancos já, foi entrando na frente e disse que por ser idosa tinha prioridade. Achamos que ela estava no lugar errado, mas começamos a puxar papo e descobrimos que ela estava no local certo. Ela já tinha ido duas vezes no rock in rio, já tinha assistido Guns no rock in rio, disse que ia ver de novo aqui em BH e se eu tivesse uma máquina fotográfica ia tirar foto com ela.
Perguntei novamente ao primeiro se ele tinha chegado a uma decisão e o cara como uma criança, respondeu feliz: "Já!"
12:02, bilheteria aberta e o sinal do segurança para descermos as escadas. A sehorinha foi puxando a fila, todos acompanhando os passos dela. Agora eu era o o quinto elemento e seguia em fila indiana pelos corredores de acesso a bilheteria interna do Chevrolet Hall BH. Frio na barriga, brilho no olho e um sorriso estampado na cara.
12:15 - Deixo o local com meus ingressos na carteira.
Nando, brotherzinho: Somos nós no Guns N Roses!!!!!

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

Caminhando a passos Loucos

Ê laiá! Muita coisa pra contar. Preparem-se pois esse será um post imenso´, por isso vou colocar algumas fotinhas para vocês se distrairem. Vamos pela ordem cronológica das coisas.
Depois do último post, eu embarquei pra MG, onde passei três dias. Desarruma mala, arruma mala, tira coisas das caixas, coloca coisas nas caixas, leva carro para oficina, busca carro na oficina e vamos para a estrada.
Primeiro Destino: Três Lagoas - MS, com escala na região de Franca - SP.Família Materna. Muita, mas muita gente. Familiares novos que eu sabia que existiam só de nome. Jurava que eram invenção do fantástico mundo dos outros
membros da família, mas não! Realmente eles existem. Tem também aqueles que eu nem sabia que existia e a frase que eu mais ouvi foi "Esse é meu filho mais velho. Essa é a prima (aqui entraria o nome da pessoa) de (aqui entra a cidade de onde a pessoa é) ela é (e aqui entra algo para exemplificar)" Com isso eu seguia o velho conselho do "Sorria, simplesmente sorria" =D
Conheci também algumas irmãs da minha avó. Juro que não sabia que ela tinha tantas irmãs. Com isso acabei sendo desalojado da casa da minha avó, pois não ia ter onde dormir. Vocês pensam que achei ruim? Sem chance! Vou pra casa de algum primo e ainda faço bagunça. Assim foi!
No sábado dia 10 comecei os contatos telefônicos para ver onde eu iria acampar. Resultado, casa do Guto! Passei a mão no meu terno (que eu tive que comprar de última hora no Mato Grosso do Sul, porque eu esqueci o meu) e fui para a casa do Guto me arrumar e já deixar minhas tralhas lá.
O Guto, ou Gustavo, é meu primo de 2º grau, filho da Tânia, minha prima de 1º grau e irmã da noiva. Eu estava bem no banho frio, super bom, devido ao calor daquela cidade, quando a Tânia chegou e perguntou "Quem está no Banho?" a resposta foi óbvia: "Eeeeu!"
"Eu quem?"
-_-'
Claro que ela ia perguntar isso néh? Por que a gente sempre tem mania de responder "EU"?
"Júnior!"
"Menino, é com você mesmo que eu preciso falar"
"Tah, já to saindo..."
Depois quando eu já estava todo arrumadinho, de terno e gravata...
"Ô Ju, o que nós vamos beber no casório?"
"Sei lá, o que vai ter?"
"Vai ter Bohemia."
"Bohemia é muito boa, mas cerveja é algo que chega num ponto que não desce mais. Me entala."
"Então menino, o que você acha da gente levar esse whisky?"
"Já é!"
Nós e o Whisky
A cerimônia estava marcada para às 20h e às 18h55min estávamos saindo da casa da prima. Fui buscar Mammy e a avó. Chegando na casa da avó, quem disse que todos estavam prontos? Minha mãe dizia que não queria chegar atrasada na igreja. Olha, a minha parte eu fiz. Fui buscar a galera com tempo de sobra, agora o restante não dependia mais de mim.
Depois do corre corre, que sempre tem em festas de família (é incrivel como minha mãe, meu pais e demais conseguem atrasar sempre), fomos para a igreja.
Cheguei, passei pelo noivo e não o reconheci x_x
Voltei olhei pra ele e disse: Caralho cara! Como você fica diferente sem camisa de futebol e sem o boné virado pra trás.
Depois ele me contou que ele passou por algo quase igual ao "Dia do Noivo" e eu rolava de rir.
Estava lá sentadinho no banco da igreja, tirando fotos com a mulekada, quando escuto meu nome ser berrado aos quatro ventos dentro da igreja. Literalmente fiz uma cara de O___O e fui olhando para trás em slow motion. Lá no fundo estava minha prima com cara de "Vem aqui, corre!"
"Tânia, o que tá acontecendo?"
"Menino, um padrinho sumiu! Entra ali na fila que você vai ser padrinho"
O_____________________________O
"Tânia Bárbara, eu nunca fui padrinho na vida."
"Entra aí com a Vanessa, sorria e assina o papel"
Está bem! Estava lá na fila, na minha frente meus primos de Franca, também padrinhos, quando o Fernando começa a falar. "Júnior, num to bem."
E minha prima olha pra ele e fala: "Fernando o que você tem?"
"Ah, eu estava bebendo com o pessoal desde cedo, num to bem não"
Aquele calor do Mato Grosso do Sul, o cara de terno, só vejo o suor minando na testa.
Resumindo, sai o pai e entra o filho no lugar para ser padrinho.
Tudo pronto? Então lá vamos nós!
A parte ruim de ser padrinho é que você fica lá em pé no altar, num calor danado. Para a minha sorte ainda tinha um mega ventilador Furacão no alto que mandava um vento bem nas minhas costas, porque teve gente que não aguentou o calor e chegou a ter queda de pressão.
Nota mental: "Vou casar na Finlândia"
Fim da cerimônia, simbora pra festa!




Ok que a família pode ter um bando de doido, desorientado, que vive aprontando, mas em termos de festa nós sabemos aproveitar e fazer ficar animado.
No domingo. dia 11, foi um dia para recuperar as energias e a cabeça já voltava a pulsar. Eu bem que tentava me distrair, ajudei minha prima e agora oficialmente o novo primo, a dar uma organizada nos presentes.
Segunda-feira, feriadão, rachar na estrada para Londrina. Chuva, chuva e mais chuva. Isso sem contar que o mapa que eu tinha não tinha todas as cidades pelas quais eu deveria passar. Fiquei surpreso quando cheguei no Tororó. Pois é, agora posso dizer que já fui no Tororó. Tororó do Paranapanema. Infelizmente chovia muito e eu não ia parar para tirar foto de placa na chuva, no meio da estrada.
Chegando em Londrina já não me sentia muito bem. Na terça-feira tive que resolver alguns assuntos e tinha que ficar me segurando a todo instante. Uma dor no peito que era física, um buraco no estômago, isso sem contar no mar de lágrimas.
Minha cabeça bombava. Tava me sentindo mais perdido do que filho de puta em dia dos pais. Muitos pensamentos loucos e crises de choro.
Dei a louca, bati o pé e falei: Vou voltar é pra casa!
Foda-se o que os outros vão pensar. Claro que fui taxado de criança, imaturo, fraco, etc, etc, etc. Porém, já perceberam como sempre as pessoas sabem o que fazer no seu lugar? "Nossa, se eu fosse você eu faria assim, assim e assado." É sempre assim, todo mundo tem uma solução para o problema alheio, mas ninguém consegue uma solução objetiva para os próprios problemas. Quem sabe da sua dor é só você, porém como todo mundo sabe, é mais fácil cuidar da vida alheia do que da própria.
Mas Júnior, o que você vai fazer da vida agora?
No momento eu estou de férias. Depois eu penso no que fazer.
Eu já estava cansado em Londrina. Estava segurando as pontas, sendo o mais profissional e frio possível. Contava os dias para as minhas férias. Ia aproveitar o período de férias para pensar e traçar novos objetivos.
Por mais que a galera de Londrina diga x ou y sobre mim e sobre as minhas decisões, uma coisa ninguém pode negar: Eu fiz as coisas acontecerem, eu aprendi com muita gente e eu ensinei muita gente também. Fiz grandes amigos e não preciso citar nomes, vocês sabem quem são. Pra vocês eu estou de braços abertos sempre a esperar.
Para quem ainda não entedeu: Eu coloquei minhas malas no carro e ao invés de ir pra Lins, voltei para Minas Gerais. Com direito a escala na região de Franca novamente.
Uma pausa na casa nos primos, para colocar a idéias em ordem e também dar uma mão por lá.
No dia 16 a garotada fez a primeira apresentação em um Barzinho. (confesso que adoro essa parte de Hold. Hehehehe) 5h30min de show, 81 músicas tocadas. Acho que nem Ivete Sangalo aguenta isso. Não na idade dos 14 a 15 anos como os meninos. Para quem quiser saber mais http://cesarefernando.blogspot.com/
É isso!

domingo, 12 de julho de 2009

Hot'n Cold

Eu juro que to tentando atualizar, mas tá tão frio que minha mão dói. Vamos as novidades, que não são muitas.
Primeiramente gostaria de deixar registrado que se eu puder escolher algo para morrer, que seja de Shiatsu. Fala sério, fui testar essa massagem oriental que utiliza técnica de pressão com os dedos em pontos do corpo e simplesmente fiquei fã. Nesta terça-feira inaugura o Day Spa no hotel e eu fui conferir um dos produtos, conforme já relatado. Muito bom! No começo o carinha da massagem começa a conversar e eu respondia na boa, depois de um tempo me tornei um ser monosilábico e depois de mais algum tempo um ser que só produzia sons do tipo "uhum" para respostas afirmativas e "ã-ã" para negativas.
Sabadão e dia de trampar. Muito! Dois jantares, um para 80 e outro para 50 pessoas, ao mesmo tempo em ambientes separados. (ao menos foi tudo no mesmo andar). Putz, acho que caminhei uns boooons km naquele hotel ontem. Mesmo assim ainda tive(mos) ânimo para dar uma volta. Destino: Valeco!
Saí do trabalho às 2h da madruga e junto com o Luh e o Felipe fui para o Valeco. Aninha e Hel já estavam lá. Dançamos, rimos e alguns ficaram bem desesperados (nada de trauma hein!? Vamos continuar saindo) até às 5h.
Eu até agora não sei como eu tinha forças para ficar em pé. Acho que ainda era o efeito do Shiatsu ^_^

Felipe O.O, Anninha, Luh e Eu